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sábado, 4 de junho de 2011

EUA criticam abuso policial e combate à corrupção no Brasil

Em um relatório divulgado no mês de Abril, o Departamento de Estado americano criticou o Brasil por supostos abusos de direitos humanos cometidos pelas polícias estaduais e por falhas no combate à corrupção.
Segundo o relatório anual sobre direitos humanos do Departamento, com dados relativos a 2010, "execuções extrajudiciais cometidas pelas polícias estaduais (militar e civil) foram frequentes, particularmente nos populosos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro".
As críticas são as mesmas já feitas nos relatórios dos anos anteriores. Alguns trechos do capítulo dedicado ao Brasil são exatamente iguais aos do documento divulgado no ano passado.
Segundo o Departamento de Estado, "em muitos casos, policiais empregaram força letal indiscriminadamente durante apreensões".
"Relatos confiáveis indicam o contínuo envolvimento de oficiais de polícia estaduais em mortes por vingança e na intimidação e morte de testemunhas envolvidas em processos contra policiais", diz o texto.
UPPs
O relatório cita relatos da organização não-governamental Anistia Internacional ao afirmar que a implantação de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadoras) em favelas no Rio "reduziu significativamente a violência em dezenas de comunidades".
Apesar disso, ainda segundo a Anistia Internacional, "o policiamento no Rio de Janeiro continua a depender de métodos repressivos".
Entre os problemas relacionados aos direitos humanos no Brasil identificados no relatório estão ainda as más condições das prisões no país, apesar de esforços em alguns Estados para melhorar a situação dos centros penais.
O documento cita problemas como abusos por parte de guardas, falta de atendimento médico e superlotação.
Outros temas do Brasil citados no relatório são violência e discriminação contra mulheres, incluindo abuso sexual; tráfico de pessoas; casos de discriminação contra povos indígenas e minorias; problemas de implementação de leis trabalhistas e casos de trabalho forçado e de trabalho infantil no setor informal.
Corrupção
Assim como no documento divulgado no ano passado, o relatório mais recente critica o Brasil pela "relutância e ineficiência em processar funcionários do governo por corrupção".
Segundo o relatório, apesar de a lei brasileira prever punição criminal para oficiais corruptos, "o governo nem sempre implementou a lei de maneira eficaz, e oficiais frequentemente praticaram corrupção impunemente".
O texto cita indicadores do Banco Mundial ao afirmar que "a corrupção continua a ser um problema grave" no Brasil.
O Departamento de Estado menciona ainda ameaças à liberdade de imprensa, ao citar dados da ANJ (Associação Nacional de Jornais) sobre "o crescente número de decisões judiciais proibindo a imprensa de relatar certas atividades".
Em um resumo sobre a situação brasileira no ano passado, o documento diz que aqueles que violaram direitos humanos "geralmente desfrutaram de impunidade".
Resposta
O secretário-adjunto para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho dos Estados Unidos, Michael Posner, reconheceu o "comprometimento" da presidente Dilma Rousseff com a questão dos direitos humanos, mas disse que ainda há muito a fazer no Brasil a esse respeito.
"O relatório, a meu ver, reflete um quadro misto. Um governo central, uma nova presidente com um claro comprometimento com essas questões. Mas, em nível local, uma série de questões ainda precisam ser resolvidas", disse Posner.
Em nota divulgada nesta sexta-feira, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil disse que não se pronunciaria sobre o conteúdo de relatórios "elaborados unilateralmente por países, com base em legislações e critérios domésticos, pelos quais tais países se atribuem posição de avaliadores da situação dos direitos humanos no mundo".
O Itamaraty lembrou ainda que as avaliações do relatório não incluem a situação no próprio território americano e em outras áreas sobre os quais o governo dos Estados Unidos tem jurisdição.
No comunicado, o Ministério diz que o Brasil "reitera seu comprometimento com os sistemas internacionais de direitos humanos" e diz que "permanecerá engajado no mecanismo de Revisão Periódica Universal do Conselho de Direitos Humanos", criado para avaliar situações de direitos humanos nos países-membros das Nações Unidas.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Como Denunciar Toda Forma de Violência

Rede Nacional de Direitos Humanos
www.rndh.gov.br
SOS Tortura
            0800-7075551      
A ligação é gratuita e a identidade do denunciante é confidencial.
Funciona de segunda a sexta-feira das 9 às 18 horas.
www.rndh.gov.br/tortura/sos.html
Disque-Denúncia São Paulo
www.ssp.sp.gov.br 
0800-156315 (Grande São Paulo)
            (11) 6224-3040       (outras cidades paulistas)
Recebe informações e denúncias, sobre crimes e violência, 24 horas por dia. Garante o anonimato.
Polícia Militar do Estado de São Paulo
www.polmil.sp.gov.br
Disk PM (0800) 555190
Disque-Denúncia Rio
            (21) 2253-1177       – Todos os dias, 24 horas
Viva Rio
            (21) 2555-3750      www.vivario.org.br
Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro
www.policiamilitar.rj.gov.br
Por meio de uma caixa de mensagens, o cidadão pode fazer uma denúncia anônima e registrar uma senha para acompanhar seu resultado. Esse sistema possibilita ao denunciante manter absoluto sigilo sobre sua identidade, pois não precisa indicar seu endereço de e-mail ou qualquer informação pessoal.
Pessoas Desaparecidas
Delegacia de Pessoas Desaparecidas - DHPP 
Rua Brigadeiro Tobias, 527 – 3º andar – Bairro Luz
CEP 01032-902 - São Paulo – SP – Brasil
            (11) 3311-3236       / 3311-3238 / 3311-3444
pessoas-desaparecidas@sp.gov.br
Ministério da Justiça
Secretaria de Estado dos Direitos Humanos (SEDH)
direitoshumanos@mj.gov.br
Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados (Federal)
www.camara.gov.br/cdh/
Violência Policial
Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo
            (11) 3311 0077      
Ouvidoria de Polícia do Estado do Rio de Janeiro
(21) 399-1199
Racismo
Disque-Racismo
            (21) 3399-1300       - Rio de Janeiro (RJ)
Criança e adolescente
As autoridades que podem receber as denúncias, além dos Conselhos Tutelares, são: o Juiz da Infância e da Juventude (antigo Juiz de Menores), a Polícia, o Promotor de Justiça da Infância e da Juventude, os Centros de Defesa da Criança e do Adolescente e os Programas SOS-Criança. A denúncia pode ser feita por qualquer pessoa, mas é obrigatória para alguns profissionais (médicos, professores ou responsáveis por estabelecimento de atenção à saúde e de ensino fundamental, pré-escola ou creche).
Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda)
www.mj.gov.br/sedh/conanda
Ministério da Justiça, Ed. Anexo II, sala 508, CEP 70.064-901-Brasília-DF
(61)225-2327 / 429-3524 / 3525 / 3535 - Fax: (61)224-8735
conanda@mj.gov.br
Denúncias sobre exploração sexual de crianças e adolescentes
0800-99-0500 Ligação gratuita
Sistema Nacional de Combate à Exploração Sexual Infanto-Juvenil, do Ministério da Justiça
Crianças desaparecidas Missing Kids Brasil 
www.missingkids.com.br
SOS Criança Desaparecida
            (21) 2286-8337       - Riode Janeiro (RJ)
Abuso Sexual e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes
www.abrapia.org.br/DenunciaWeb/denuncia.htm
Pedofilia na Internet
ddh.cgcp@dpf.gov.br
Disque-Denúncia da Infância e da Juventude
Rio de Janeiro
Juizado da Infância e da Juventude
(21) 2253-044
Brasília
Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes (Cecria)
AV. W3 Norte Quadra 506, Bloco C, Mezzanino, Lojas 21 e 25.
CEP 70740-503 – Brasília–DF
(61) 274-6632/340-8708
cecria@brnet.com.br
www.cecria.org.br
Mulher
Conselho Nacional dos Direitos da Mulher 
Ministério da Justiça - Edifício Sede
Esplanada dos Ministérios - Bloco T - Sala 308
70064-901 - Brasília–DF
(61) 429-3150 - Fax: (61) 429-9179
Disque-Mulher
            (21) 2299-2121       (RJ)
Disque Mulher Baixada (RJ) 
Orientações sobre todos os serviços comunitários, públicos e não-governamentais, que existem na Baixada Fluminense, e serviços de referência na cidade do Rio de Janeiro.
            (21) 2751-5825       – de segunda a sexta-feira, das 8 às 17h
Disque Mulher Nova Friburgo (RJ) 
            (24) 2523-5282      
Homossexual
Disque Cidadania Homossexual
0800-61-1024
Disque Defesa Homossexual
DDH (RJ)
Serviço prestado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro/Subsecretaria de Cidadania e Pesquisa
            (21) 3399-1111      
Idoso
Conselho Nacional dos Direitos do Idoso – CNDI
cndi@mj.gov.br
Procure, em sua cidade ou Estado, os serviços especiais para atendimento ao idoso que estão sendo implantados: Delegacias do Idoso, SOS Idoso e Disque-Idoso.

Lembre-se de que qualquer delegacia de polícia tem o dever
de atender a todos, sem distinção.
O Ministério Público também pode ser procurado.
Vários dos serviços existentes no Estado do Rio de Janeiro,
e apresentados aqui, foram resultado de levantamento realizado pelo Projeto Balcão de Direitos (www.balcaodedireitosvivario.org.br), da organização não-governamental Viva Rio.

Via:  http://www.serasaexperian.com.br/guiacontraviolencia/