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sábado, 18 de outubro de 2014

Desmantelado 'balcão de negócios' de PMs na Ilha do Governador - RJ

Operação Ave de Rapina prendeu dezesseis policiais militares acusados de sequestrar traficantes, roubar ouro e vender fuzis que deveriam ser apreendidos

Leslie Leitão, do Rio de Janeiro
Fachada da casa do acusado, tenente-coronel Dayzer Corpas Maciel
Fachada da casa do acusado, tenente-coronel Dayzer Corpas Maciel (O Dia)
A subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança (Ssinte) começou a desmantelar na manhã desta quinta-feira um dos maiores e mais longevos esquemas de propinas do Rio de Janeiro envolvendo policiais e traficantes. Na última década, a Ilha do Governador transformou-se num oásis de corrupção, em que dois criminosos passaram a comandar não apenas as favelas onde ficam entrincheirados sob a proteção de centenas de fuzis mas praticamente todo o comércio do bairro de classe média da Zona Norte da cidade onde está instalado o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão). Às 6 horas, a Operação Ave de Rapina prendeu dezesseis policiais militares do 17º BPM (Ilha), responsável pelo patrulhamento da região, entre eles o tenente-coronel Dayzer Corpas Maciel, que até anteontem comandava a unidade, mas que foi promovido no início da semana e transferido para o Comando de Policiamento Especializado (CPE), que coordena várias unidades da PM. Além das propinas, o grupo é acusado de sequestrar traficantes, roubar ouro e vender fuzis que deveriam ser apreendidos. Na denúncia, o Ministério Público trata o batalhão como um ‘balcão de negócios’ e afirma que, durante as investigações, ‘restaram demonstrados indícios de que inclusive integrantes do Estado Maior da PM, infelizmente, possui fortes vínculos com o tráfico da Ilha’.
Numa única ação, em 16 de março passado, o grupo extorquiu dois criminosos da Favela da Coreia (em Senador Camará, Zona Oeste). Eles estavam em uma reunião no Morro do Dendê, na Ilha, e foram abordados quando passavam pela Estrada do Galeão. As imagens de uma unidade da Aeronáutica filmou a ação. Cinco bandidos estavam dentro da Ecosport vermelha, que foi abordada pelos policiais. Após duas horas de negociação, apenas três deles foram levados para a delegacia e acabaram presos com 18 granadas, três pistolas e um fuzil. Os bandidos - Atileno Marques da Silva, o Palermo, e Rogério Vale Mendonça, o Belo - acabaram liberados: "Os PMs receberam 300 000 em espécie, desviaram três fuzis, que depois foram vendidos por 50 000 cada para o próprio Dendê, e joias. De tudo isso, 40 000 foram para o comandante do batalhão", afirmou o delegado Fábio Galvão, subsecretário de Inteligência. 
Naquela mesma noite, um dos policiais, o sargento Francisco Zilvano Fonteles, telefonou às 19h51 para a advogada da quadrilha, Rosângela Azevedo Gomes. Ela estava em Campo Grande, a quase 40 quilômetros de distância. A partir daí foram vários os contatos telefônicos, o último às 2h13, quando as antenas dos telefones celulares registravam a mesma antena, na Ilha do Governador, indicando um encontro pessoal. O pagamento foi feito com ajuda de bandidos da Coreia e do próprio Dendê. Os traficantes ficaram devendo uma parcela que foi paga meses mais tarde, mas a investigação, que teve apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), não conseguiu detectar quanto.
O caso foi revelado pelo site de VEJA, em abril. Na época, o coronel Corpas chegou a prender 14 PMs administrativamente. Um inquérito policial militar (IPM) foi instaurado, mas as investigações internas se encaminhavam para um desfecho brando, no qual somente soldados e cabos seriam punidos, livrando o comandante e o chefe do Serviço Reservado, tenente Vitor Mendes da Encarnação. “Recebemos uma denúncia de que estava havendo uma enorme pressão para que a investigação interna não desse em nada. E é por isso que tiramos a investigação de dentro do batalhão. É preciso investigar além das ruas, chegar nos níveis mais altos da corrupção”, afirmou Paulo Roberto Mello Cunha Júnior, da 2ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar.
Os investigadores, mais uma vez, contaram com um depoimento de um policial para desmantelar o grupo. Os promotores e o delegado da Ssinte classificaram o homem como ‘colaborador premiado’. O sargento chegou a aparecer nas imagens durante a abordagem do carro com os traficantes, mas não concordou com a liberação de dois criminosos. Em seguida, ele acabou transferido para outro batalhão. Ouvido como testemunha dentro do inquérito, ele decidiu colaborar. E através do seu depoimento foi possível esclarecer cada passo da extorsão do dia 16 de março e como funciona o esquema de ‘mensalão’ do tráfico da Ilha.
As prisões de parte do batalhão responsável pela região acontecem dez meses depois de a edição de VEJA revelar um grande esquema de corrupção que custa cerca de 500 000 reais mensais aos chefes do tráfico local, Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, e Gilberto Coelho de Oliveira, o Gil. A dupla coleciona mais de uma dezena de mandados de prisão, mas a fortuna gasta com agentes corruptos lhes mantém em liberdade desde 2003. Na denúncia, os promotores Claudio Calo, Cláucio Cardoso da Conceição e Paulo Roberto Mello Cunha Júnior descrevem essa relação promíscua: “É notório e público que o 17ºBPM não demonstra eficiência e interesse no combate ao tráfico e ao transporte alternativo”, e completam dizendo que Fernandinho Guarabu age como quer porque “(...) faz com que o bairro seja um fictício paraíso urbano para seus moradores, sem que haja a violência típica urbana, pois proíbe furtos, roubos e latrocínios, sob pena de seus autores serem condenados à morte”.
Durante o cumprimento de 43 mandados de busca e apreensão, mais cedo, os agentes encontraram, na casa do coronel Dayzer Corpas Maciel, documentos e notas fiscais que comprovam que a unidade militar comprava material de construção na loja de ferragens da esposa do comandante, que fica no mesmo bairro. O caso será enviado à Promotoria de Tutela Coletiva para que o militar seja investigado por improbidade administrativa. O caso escancara, mais uma vez, a corrupção em todas as esferas da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Há um mês, o coronel Alexandre Fontenelle, número 3 na hierarquia da corporação, foi preso acusado de comandar um esquema de extorsão na Zona Oeste. Apesar disso, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse que o comandante geral José Luís Castro não será exonerado. “Não vamos passar a mão na cabeça de ninguém, mas também não vamos tomar decisões antes do juízo”. A decisão pela mudança de comanda já foi tomada. Resta saber se a troca acontecerá antes ou depois do segundo turno da eleição.
Confira, abaixo, os vídeos da operação.
Os detidos Evanílson Ferreira Pinto e Rodrigo da Silva Alves são deitados no chão e os PMs conversam com os dois:
Após alguns minutos, os detidos Rogério Vale Mendonça e Atileno Marques da Silva são conduzidos em direção à viatura:
Rogério e Atileno são colocados no banco traseiro do veículo:



quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Investigação aponta desvios milionários na rede de saúde da PM RJ

Dez contratos estão sendo auditados. Corporação adquiriu, por mais de R$ 4 milhões, 75 mil litros de ácido

ADRIANA CRUZ
Rio - O desvio de verba em um megaesquema de corrupção na compra de material médico-hospitalar para unidades da Polícia Militar é avaliado em no mínimo R$ 10 milhões. A corporação instaurou um  inquérito Policial Militar (IPM). Em paralelo, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, também apura o rombo na área da saúde. Dez contratos estão sendo auditados. 
Como o blog Justiça e Cidadania publicou nesta terça com exclusividade, a corporação adquiriu, por mais de R$ 4 milhões, 75 mil litros de ácido peracético — usado para esterilizar material cirúrgico que não ia para o autoclave. O produto seria para o Hospital Central da Polícia Militar (HPM), no Estácio. 
A unidade não tem nem lugar para armazenar a grande quantidade. Para isso, seria necessário a utilização de cinco carros pipas ou 15 mil galões de cinco litros. No entanto, parte ínfima do ácido foi recebido. Há ainda a informação de que a compra foi feita este ano. Gerências de Enfermagem de dois hospitais de grande porte, um da Zona Sul, e outro em Niterói, afirmam que o uso de ácido peracético é obsoleto. 
Hospital da PM no Estácio receberia os 75 mil litros de ácido peracético, comprado pelas unidades
Foto:  Estefan Radovicz / Agência O Dia
Em nota oficial, a PM fez questão de ressaltar que a investigação começou na corporação com uma sindicância e que por haver indícios de crime foi aberto um IPM, na segunda-feira. O Inquérito está a cargo do coronel Wolney Dias, subordinado à Corregedoria da Polícia Militar. Há uma comissão que acompanha o caso. Porém, a Subsecretaria de Inteligência em parceria com o Gaeco apuram o caso em procedimento separado. Os maiores alvos são oficiais que atuaram no setores de compra e licitação, ligados à diretoria de logística. 
Uma auditoria no Hospital da PM em Niterói apura rombo de mais de R$ 3 milhões na compra de medicamentos. A investigação aponta ainda para falsificação de assinaturas em documentos para efetuar compras. Serão convocados para prestar depoimento, por exemplo, ex-responsáveis pelo Fundo de Saúde da Polícia Militar (Fuspom). 
Em nota, a PM explicou que o Fuspom banca a compra de material médico-hospitalar, além de rouparia. Para isso, há desconto de 10% do soldo do militar e de mais 1% para cada dependente. A corporação informou que não recebe dinheiro do Sistema Único de Saúde e que a fiscalização é feita por comissão gestoras composta só de oficiais.
Unidades atendem a cerca de 250 mil 
Pelo menos 250 mil pessoas — entre PMs ativos e inativos e seus dependentes — são atendidos pela rede de saúde da corporação. São dois hospitais, um no Rio, outro, em Niterói, além de policlínicas e centros especializados, como o de fisiatria. Segundo a PM, a prestação de contas é feita ao Tribunal de Contas do Estado. 
A investigação do megaesquema de corrupção é mais um escândalo envolvendo oficiais. Semana passada, o ex-comandante do 17º BPM (Ilha) coronel Dayzer Corpas foi preso acusado de recebimento de propina de traficantes.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Média de policiais presos e demitidos em 2013 é a maior da era Alckmin em SP

Grella pede punições a policiais corruptosReprodução/Rede Record
Mesmo antes dos discursos da última segunda-feira (14) do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, nos quais ambos voltaram a pregar a “tolerância zero” à corrupção nas polícias Civil e Militar, o ano de 2013 já apresenta a maior média de prisões e demissões durante a gestão do tucano.
Dados oficiais fornecidos pela SSP (Secretaria de Segurança Pública) e analisados pela reportagem do R7 apontam que, somente nos primeiros oito meses deste ano, 237 policiais foram presos e 398, demitidos. A média mensal — de 29,6, no primeiro caso, e de 49,7, no segundo — supera a dos três anos anteriores.
No ano passado, durante todo o ano, a secretaria demitiu 511 policiais, o maior contingente anual desligado de suas funções em toda a atual gestão tucana no Palácio dos Bandeirantes. Esse número corresponde a uma média de 42 policiais a cada mês, ou seja, inferior à média de 2013. 
O ápice do número de policiais das duas corporações presos se deu em 2011, quando 298 foram parar atrás das grades. Ainda assim, a média mensal foi menor que a deste ano (quase 25 detidos/mês).
Os números de policiais civis e militares presos ou demitidos tendem a subir até o fim deste ano, uma vez que uma investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo — cujos dados devem ser compartilhadores com a SSP nesta terça-feira (15) — apontou a colaboração de policiais com a facção criminosa PCC nos últimos três anos.
Desde o início do atual governo de Geraldo Alckmin, em 2010, 1.053 policiais (636 militares e 417 civis) foram presos, enquanto 1.730 (1.086 militares e 644 civis) foram excluídos dos quadros da polícia em todo o Estado de São Paulo.
Medidas severas
O secretário Fernando Grella disse na última segunda que, tão logo a pasta tenha acesso às investigações da promotoria, passará a analisar caso a caso o possível envolvimento de policiais. Ele prometeu medidas severas e rápidas, uma vez que se constate a colaboração de agentes da lei com o crime organizado. O afastamento e demissão podem levar entre seis meses, no caso dos civis, e mais de um ano, caso envolvam militares.
— Se for policial civil, será instaurado o processo disciplinar. Lá foi implantada a chamada “via rápida”, que permite que em até seis meses exista um desfecho do processo disciplinar. No caso da Polícia Militar, também há mecanismos que permitem um afastamento de um policial em atividade. Nós estamos propondo, até através do comandante geral (Benedito Roberto Meira), uma agilidade nos processos disciplinares, mas o que não impede a responsabilização e o afastamento cautelar.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

MP denuncia corrupção de policiais civis em Santo André - SP

As investigações do MP (Ministério Público do Estado) sobre a atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital) revelaram atos de corrupção praticados por integrantes da Polícia Civil no Grande ABC. Escutas telefônicas de 2011, divulgadas ontem, mostram que traficantes da Zona Leste da Capital entraram em contato por telefone com líderes da facção criminosa, presos no interior paulista, para relatar que pagaram propina a policiais civis de Santo André. Assim, teriam se livrado do flagrante.
Os três anos de apuração do órgão renderam denúncia contra 175 pessoas por formação de quadrilha e o pedido de isolamento de 35 chefes do PCC após serem descobertos a cadeia de comando do tráfico de drogas e planos para atentados e assassinatos de autoridades. A facção controlaria 90% de todos os presídios paulistas.
A Justiça negou os pedidos, mas o envolvimento de policiais corruptos veio à tona. Um tenente da Polícia Militar que atua no 16º Batalhão, na Zona Oeste da Capital, foi preso ontem.
Nas escutas feitas pelo MP, um dos principais líderes da facção, Fabiano Alves de Souza, o Guga Paca, preso em Presidente Bernardes (a 589 quilômetros da Capital), aparece em diálogo com traficante após a sua prisão, na noite de 5 de fevereiro de 2011.
Ele foi surpreendido no local onde funcionava o seu depósito de droga, cujo endereço foi mantido em sigilo, e encaminhado ao 4º DP (Jardim) andreense junto da mulher e filhos.
No diálogo divulgado pelo MP, o suspeito alega que os policiais pediram R$ 200 mil, mas que conseguiu baixar o valor para R$ 100 mil e assim ser liberado, além de recuperar as drogas.
O outro caso relatado pelo MP na cidade foi na madrugada de 16 de novembro daquele mesmo ano. Outro nome de destaque da facção, Roberto Soriano, vulgo Tiriça, foi informado por suspeito de nome Maicon Suel Alves Pereira, também por telefone, no presídio de Presidente Venceslau (a 611 quilômetros da Capital), de que um traficante detido poderia ser libertado após pagamento de R$ 50 mil exigidos por policiais civis do 1º DP (Centro).
Segundo a equipe do Diário apurou junto a integrantes da Corregedoria da Polícia Civil, pelo menos cinco policiais estariam envolvidos nos casos relatados, mas nenhum deles não trabalha mais na região e estariam na ativa na Capital.
Atual delegado seccional de Santo André, Angelo Isola ressaltou que nenhum dos possíveis policiais envolvidos trabalha mais nas delegacias citadas.
“A seccional está aberta para que a Corregedoria, a Força-Tarefa da SSP (Secretaria da Segurança Pública) e o MP façam suas investigações e esclareçam os ocorridos”, disse Isola. “Agora, já se passou muito tempo. É muita letargia de quem está apurando isso. Deveriam ter sido tomadas as providências tão logo fossem feitas as escutas.”
Secretaria
A Força-Tarefa citada pelo delegado foi uma das medidas anunciadas na segunda-feira pelo secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, para fazer com que a Pasta apure as denúncias envolvendo policiais, incluindo os dois casos de Santo André.
Segundo a assessoria da Pasta, Grella e as corregedorias das polícias Militar, Civil e Científica receberam ontem do procurador-geral do Estado, Márcio Elias Rosa, o material levantado pelo MP, incluindo as 875 páginas da denúncia rejeitada. A partir daí vão iniciar as investigações sobre envolvimento de policiais corruptos com o crime organizado.
A SSP informou que até agosto, 498 policiais militares, civis e científicos foram presos e outros 909 demitidos por irregularidades em suas funções.


MP denuncia corrupção de policiais civis em Santo André - SP

As investigações do MP (Ministério Público do Estado) sobre a atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital) revelaram atos de corrupção praticados por integrantes da Polícia Civil no Grande ABC. Escutas telefônicas de 2011, divulgadas ontem, mostram que traficantes da Zona Leste da Capital entraram em contato por telefone com líderes da facção criminosa, presos no interior paulista, para relatar que pagaram propina a policiais civis de Santo André. Assim, teriam se livrado do flagrante.
Os três anos de apuração do órgão renderam denúncia contra 175 pessoas por formação de quadrilha e o pedido de isolamento de 35 chefes do PCC após serem descobertos a cadeia de comando do tráfico de drogas e planos para atentados e assassinatos de autoridades. A facção controlaria 90% de todos os presídios paulistas.
A Justiça negou os pedidos, mas o envolvimento de policiais corruptos veio à tona. Um tenente da Polícia Militar que atua no 16º Batalhão, na Zona Oeste da Capital, foi preso ontem.
Nas escutas feitas pelo MP, um dos principais líderes da facção, Fabiano Alves de Souza, o Guga Paca, preso em Presidente Bernardes (a 589 quilômetros da Capital), aparece em diálogo com traficante após a sua prisão, na noite de 5 de fevereiro de 2011.
Ele foi surpreendido no local onde funcionava o seu depósito de droga, cujo endereço foi mantido em sigilo, e encaminhado ao 4º DP (Jardim) andreense junto da mulher e filhos.
No diálogo divulgado pelo MP, o suspeito alega que os policiais pediram R$ 200 mil, mas que conseguiu baixar o valor para R$ 100 mil e assim ser liberado, além de recuperar as drogas.
O outro caso relatado pelo MP na cidade foi na madrugada de 16 de novembro daquele mesmo ano. Outro nome de destaque da facção, Roberto Soriano, vulgo Tiriça, foi informado por suspeito de nome Maicon Suel Alves Pereira, também por telefone, no presídio de Presidente Venceslau (a 611 quilômetros da Capital), de que um traficante detido poderia ser libertado após pagamento de R$ 50 mil exigidos por policiais civis do 1º DP (Centro).
Segundo a equipe do Diário apurou junto a integrantes da Corregedoria da Polícia Civil, pelo menos cinco policiais estariam envolvidos nos casos relatados, mas nenhum deles não trabalha mais na região e estariam na ativa na Capital.
Atual delegado seccional de Santo André, Angelo Isola ressaltou que nenhum dos possíveis policiais envolvidos trabalha mais nas delegacias citadas.
“A seccional está aberta para que a Corregedoria, a Força-Tarefa da SSP (Secretaria da Segurança Pública) e o MP façam suas investigações e esclareçam os ocorridos”, disse Isola. “Agora, já se passou muito tempo. É muita letargia de quem está apurando isso. Deveriam ter sido tomadas as providências tão logo fossem feitas as escutas.”
Secretaria
A Força-Tarefa citada pelo delegado foi uma das medidas anunciadas na segunda-feira pelo secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, para fazer com que a Pasta apure as denúncias envolvendo policiais, incluindo os dois casos de Santo André.
Segundo a assessoria da Pasta, Grella e as corregedorias das polícias Militar, Civil e Científica receberam ontem do procurador-geral do Estado, Márcio Elias Rosa, o material levantado pelo MP, incluindo as 875 páginas da denúncia rejeitada. A partir daí vão iniciar as investigações sobre envolvimento de policiais corruptos com o crime organizado.
A SSP informou que até agosto, 498 policiais militares, civis e científicos foram presos e outros 909 demitidos por irregularidades em suas funções.


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

MP do RJ investiga se sargento transformou batalhão da PM em motel - Trata-se do BPM mais corrupto do Brasil, o famigerado 7BPM São Gonçalo

MP vai investigar PM que marcou encontro no 7º BPM
MP vai investigar PM que marcou encontro no 7º BPM Foto: Marcelo Carnaval/Agência O Globo
Rafael Soares

O Ministério Público investiga se um policial militar transformou sua sala no 7ª BPM (São Gonçalo) em motel. A denúncia chegou ao MP por uma mulher que manteve contato com o homem pela internet e já chegou à Promotoria junto à Auditoria de Justiça Militar. O EXTRA teve acesso à íntegra do diálogo via skype em que o homem se apresenta como sargento, afirma que trabalha no batalhão de São Gonçalo e convida a mulher para um encontro íntimo em seu local de trabalho. “É bem discreto, você não vai se arrepender”, diz.
Na conversa, que aconteceu no último dia 10, o policial afirma que está cumprindo um plantão de 24 horas no batalhão, mas não teria problema em receber uma “visita”. “Tem uma entrada independente, tranquila. Estou querendo um encontro hoje”, afirma. A mulher pergunta: “Você faz isso sempre?”. Ele responde: “Adoro fazer isso”.
A mulher encontrou o perfil do suposto sargento no site de encontros “Sexo com Café”. O nome que ele usa, junto com sua namorada, para marcar encontros com outras mulheres é “Casal Itasex”. O policial ainda afirma que, quando os encontros são marcados no batalhão, sua namorada ouve tudo pelo telefone da sala: “Quando vem alguém, ela pede para eu ligar e fica ouvindo nossos gemidos”.
Ao final do diálogo, a mulher recusa o convite do PM. Uma semana depois, a denúncia chegou ao MP.

Fonte http://extra.globo.com

sábado, 4 de maio de 2013

Operação Compadre prende 47 policiais acusados de cobrar propina de comerciantes


Assista ao vídeo com as ações dos marginais

Rio de Janeiro - A Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro anunciou hoje (30) a prisão de 60 pessoas acusadas de cobrar propina de comerciantes que trabalham em feiras de Bangu e Honório Gurgel e de extorquir dinheiro de mototáxis sem carteira de direção em Bangu. Entre os detidos, 47 são policiais, sendo 41 da Polícia Militar e seis da Polícia Civil. Segundo a secretaria, muitos mototaxistas faziam ainda o transporte de drogas. Com a propina paga aos policiais, as irregularidades não eram combatidas.
A operação, chamada de Compadre, tinha o objetivo de cumprir 78 mandados de busca e apreensão e 78 mandados de prisão. Ao todo, 12 policiais militares continuam foragidos.
O secretário de Segurança, Mariano Beltrame, diz que todos os policiais envolvidos devem ser expulsos das corporações à que pertencem. “Pelo conteúdo probatório, as acusações são graves e a composição da prova é de muita qualidade, não vejo outra resposta senão a demissão de todas essas pessoas”, disse ele, “[Essas pessoas] são fruto da sociedade, o que se tem que fazer, no caso da polícia, é capacitar, treinar essas pessoas, alertar, dar condições de trabalho, agora o que cada um trouxe de casa é muito difícil de se reverter”, concluiu Beltrame.
A operação foi executada por agentes da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança e da Corregedoria da Polícia Militar, além do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público.
As investigações, que contaram com escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, começaram no início do ano passado, depois que integrantes das comunidades atingidas fizeram a denúncia à Corregedoria. Os policiais, que na época trabalhavam majoritariamente nos 14º e 9º Batalhões, costumavam cobrar R$ 70 semanais a comerciantes com mercadoria ilícita e R$ 10 a vendedores de mercadoria lícita, sem autorização da prefeitura para trabalhar. Em troca das propinas, os policiais deixavam de fiscalizar as ações ilícitas.
Desde 2008, foram expulsos de suas corporações mais de 1,4 mil policiais civis e militares.
Edição: Talita Cavalcante

LEIA TAMBÉM:

Operação Compadre: Imagens mostram policiais recebendo propina de camelôs



quarta-feira, 10 de abril de 2013

Policiais Civis, médicos legistas e advogados presos em operação contra fraude do DPVAT no Rio




















A Operação Assepsia, que visa cumprir 23 mandados de prisão preventiva contra envolvidos em fraudes em exames de perícia médica para o recebimento do seguro DPVAT, já havia prendido 15 pessoas, pelo menos oito policiais civis, até as 11h desta quinta-feira (4). A operação é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro, em conjunto com a Corregedoria Interna da Polícia Civil. (Confira a relação de presos abaixo).
A ação tem como objetivo cumprir 23 mandados de prisão preventiva – 12 deles contra policiais - e 66 de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Teresópolis, contra uma organização criminosa que atua no Posto Regional de Polícia Técnico Científica (PRPTC) de Duque de Caxias e na 59ª DP (Duque de Caxias).
Na manhã desta quinta, os agentes realizavam buscas nas residências dos investigados e em seus locais de trabalho, como nos escritórios de advocacia, sede da 59ª DP, do PRPTC de Duque de Caxias e 7º BPM (São Gonçalo). Nos locais, os policiais procuram documentos, planilhas, computadores, mídias em geral, armas de fogo e veículos usados pela quadrilha.
Ainda de acordo com o MP, os crimes são estelionato, formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, sonegação e inutilização de documentos. A operação também conta com mandados de busca e apreensão.


Conforme investigação, policiais da 59ª DP preenchiam guias de encaminhamento falsificadas, levando as vítimas ao posto do Instituto Médico Legal do município. A partir destes documentos, laudos periciais irregulares, indicando lesões e sequelas permanentes, eram forjados e encaminhados para o núcleo jurídico da quadrilha, formado principalmente por advogados, que recolhia 30% do valor da indenização.



Ainda segundo o MP, entre os anos de 2011 e 2012, cerca de 800 laudos foram apreendidos, resultando num montante desviado de aproximadamente R$ 7,5 milhões.

Os presos são:
Alexandre Luiz Braga Salgado (estagiário, filho de Sandra Regina Cardoso Braga, a chefe da quadrilha);
Amilton Gomes da Cunha (estagiário);
Charles Rubim de Souza (funcionário do escritório de advocacia);
Edilson Fagundes Costa (Guarda Municipal de Mesquita);
Jesiel Mendonça Aragão (policial da 59ªDP);
José Edson Teixeira Alves (policial da 59ª DP);
José Henrique Dias da Silva (perito legista do IML de Caxias);
José Nunes da Silva Neto (policial da 59ªDP);
Marcelo Correia Carneiro (funcionário do escritório de advocacia);
Marcelo Pinheiro Ramos (funcionário do escritório de advocacia);
Maria Helena Gomes Dantas (policial da 59ª DP);
Paulo Roberto Calzavara Cazarin (perito legista lotado no IML de Caxias);
Roberto Gomes Santana (policial da 59 ªDP);
Sandra Regina Cardoso Braga (auxiliar de necropsia e chefe administrativa do IML de Caxias);

Uriel Nobre da Silva Filho, policial 110ª DP (Teresópolis)
Everton Rubim Lins, funcionário escritório de advocacia


domingo, 7 de abril de 2013

Polícia Federal prende quadrilha de policiais corruptos do Denarc de São Paulo


MARIA CLARA CUNHA CANTO

O mogimiriano Gustavo Gomes Pinto, que exerce a função de investigador de polícia em São Paulo, foi preso em uma operação desencadeada pela Polícia Federal, junto com mais três investigadores, no último dia 20.
O caso foi destaque na edição do Fantástico no último domingo, 24, e do Jornal Hoje, na segunda-feira, quando foi noticiada a investigação sobre uma quadrilha de policiais, em sua maioria do Denarc, que vinham tomando dinheiro e drogas de quadrilhas, principalmente criminosos da Bolívia e Colômbia.
Denominada Dark Side a operação, segundo a reportagem da Rede Globo, desencadeada pela Polícia Federal teve início há mais de seis meses, sendo que as primeiras prisões ocorreram no dia 16 de fevereiro, quando foram detidos os policiais Glauco Fernando Santos Fernandes - da polícia de Sorocaba; e Michael David Ruiz e Alexandre Lajes, do Denarc. Estas prisões ocorreram na Rodovia Castelo Branco no município de Jandira. Na ocasião também foram presos outros dois traficantes, Humberto Otávio Bozzola e Raimundo Nonato Ferreira, que seriam de Sorocaba, nesta ação da PF foram apreendido 133 quilos de cocaína. Ao serem parados por policiais rodoviários, os investigadores teriam dado versões divergentes.
No último dia 20, em uma grande operação para combater o tráfico de drogas, a Polícia Federal de Sorocaba prendeu os outros quatros policiais acusados de estar envolvidos com a quadrilha, entre eles o mogimiriano Gustavo Gomes Pinto, Edson Melin e Mariano Pino e André Souza, que seria o chefe deles.
Segundo as investigações, os policiais se passavam por empresários para negociar drogas com traficantes internacionais. Em um dos casos segundo a Polícia Federal, os policiais negociaram com um Boliviano conhecido como “Senhor das Armas”, tendo este apelido por ser conhecido como o maior fornecedor de armamentos a uma facção criminosa que atua em São Paulo.
O Senhor das Armas, teria ficado hospedado em uma casa no Guarujá, onde teria se comprometido a vender 700 quilos de cocaína para o grupo. Assim que pegaram parte da droga, os policiais corruptos se identificaram.
Na ocasião em vez de prender o boliviano em flagrante, são acusados de pedir propina para deixá-lo sair livre. Segundo uma testemunha, a propina deste acerto teria sido de R$ 2 milhões.
Com escutas telefônicas a PF acompanhou de perto a ação dos policiais. O delegado Roberto Boreli Zuzi, um dos responsáveis pelas investigações, afirmou que os policiais não trabalhavam com coisa pequena. São em média de 200, 300 quilos de cocaína em cada ação destes policiais, as quais teriam ocorrido por diversas vezes.
Entre as provas apreendidas, além da grande quantidade de drogas, dinheiro e dólares, os policiais também encontraram um vídeo, no qual aparece um traficante acorrentado e pedindo dinheiro para ser entregue aos policiais para ser posto em liberdade e também anotações com a divisão que deveria ser feita das drogas entre os policiais.
Nesta operação foram expedidos 19 mandados de prisão, sendo que três pessoas continuam foragidas, entras um empresário de Sorocaba.
O entorpecente adquirido pelos policiais servia como pagamento aos traficantes regionais e para comercialização do produto, abastecendo os locais de tráfico em São Paulo e região. Os policiais envolvidos no esquema estão suspensos e responderão pelos crimes de tráfico, associação ao tráfico, peculato - por ser funcionário público, corrupção, extorsão mediante sequestro e formação de quadrilha. A Polícia Federal estima que durante os últimos seis meses que a quadrilha de policiais agiu teria ficado de posse de cerca três toneladas de cocaína pura.

domingo, 31 de março de 2013

Policiais de SP são acusados de tomar dinheiro e drogas de quadrilhas



Segundo investigações, acusado de ser um dos principais fornecedores de drogas e armamento para facção criminosa que age em São Paulo poderia estar na cadeia, mas policiais civis exigiram propina para não prendê-lo.


Em São Paulo, investigadores que deveriam reprimir o tráfico são acusados de atuar como bandidos e tomar dinheiro das quadrilhas.
O homem acorrentado que aparece no vídeo faz um apelo em espanhol. Diz que os sequestradores exigem cerca de R$ 600 mil para libertá-lo e que os parentes estão desesperados: “Minha família chora muito”.
A polícia encontrou o vídeo no celular do boliviano Heber Escalante, preso 20 dias atrás em Cáceres, Mato Grosso, quando tentava entrar no Brasil pela Bolívia.
O telefone também armazenava fotos, que mostram muita droga e armas potentes.
Acusado de ser um dos principais fornecedores de drogas e armamento para uma facção criminosa que age em São Paulo, o boliviano Escalante tem um apelido no mundo do crime: Senhor das Armas.
Segundo as investigações, ele poderia estar na cadeia desde outubro de 2012. Mas policiais civis de São Paulo exigiram propina para não prendê-lo.
‘Foi um golpe’, diz a Polícia Federal. E o esquema dos policiais bandidos, segundo a PF, funcionava assim: Alexandre Lages é investigador do Denarc, o Departamento de Combate ao Narcotráfico, em São Paulo. Ele é acusado de fazer parte de uma quadrilha formada por policiais unidos a traficantes. As investigações mostram que Alexandre se passava por empresário interessado em comprar drogas. E que criminosos, geralmente da Bolívia ou Colômbia, vinham ao Brasil fechar o negócio.
Heber Escalante, o Senhor das Armas, ficou hospedado em uma casa no Guarujá, litoral de São Paulo, onde teria se comprometido a vender 700 quilos de cocaína para o grupo.
Segundo a Polícia Federal, assim que pegaram parte da droga, os policiais corruptos se identificaram. E, em vez de prender o boliviano em flagrante, pediram propina para deixá-lo sair livre. Por telefone, uma mulher que diz ser testemunha do achaque conta o valor do acerto: “Eles fizeram acerto, de R$ 2 milhões. Ele não é empresário. É a Denarc”, diz.
Em fevereiro, a Polícia Federal acompanhou de perto outro golpe. Segundo as investigações, Alexandre Lages fingiu, de novo, ser comprador de cocaína. A entrega seria no estacionamento de um shopping, na capital paulista.
Imagens mostram quando policiais abordam os ocupantes de um carro. Em seguida, todos vão embora.
Um dos policiais é Glauco Fernandes, que trabalhava na delegacia de investigação sobre entorpecentes de Sorocaba, interior paulista. O outro se chama Gustavo Gomes, do Denarc de São Paulo.
Segundo as investigações, havia 50 quilos de cocaína em um carro e 218 quilos em mais dois veículos: 83 em um e 135 em outro.
Por telefone, Gustavo e Alexandre mencionam esses números.
Alexandre: O carro está com 1-3-5.
Gustavo: Eu sei. Tem esses 8-3 mais os 50 que já estão aí.
Alexandre: Certo.
Mas no boletim de ocorrência consta que foram apreendidos apenas 30 tijolos de cocaína, cerca de 38 quilos. O resto, diz a Polícia Federal, foi dividido entre policiais e traficantes da quadrilha.
Três pessoas que foram contratadas para guardar e levar a droga até eles acabaram presas. Mas, segundo a Polícia Federal, o mesmo não aconteceu com os donos da cocaína.
As investigações mostram que a droga pertencia a dois traficantes brasileiros, que caíram no golpe dos policiais. Os dois criminosos, diz a Polícia Federal, não foram presos porque também pagaram propina. O valor: R$ 500 mil. Eles ainda estão foragidos.
De acordo com as investigações, parte da droga negociada com esses dois traficantes e que não foi apresentada na delegacia foi localizada dois dias depois.
Eram 133 quilos, que estavam a caminho de Sorocaba. Na época da apreensão, em fevereiro, foram presos em flagrante os policiais Alexandre Lages, Glauco Fernandes e Michael Ruiz, também do Denarc.
Na tentativa de esconder outras provas do crime, Alexandre ligou para a mulher: “Abre meu cofre. Tira tudo que tem dentro, bota em uma sacola. Não queria saber o que tem porque isso não te interessa”, avisou.
A mulher do investigador obedeceu. Mas no mesmo dia, a Polícia Federal fez buscas e encontrou dólares e 175 quilos de cocaína dentro de sacolas que estavam no carro do casal e em um depósito do apartamento deles.
 
“Eles não trabalhavam com coisa pequena. Média de 200, 300 quilos de cocaína em cada situação dessa. Não foram uma ou duas não, foram várias”, declara Roberto Boreli Zuzi, delegado-chefe da Polícia Federal - Sorocaba.
Quarta passada (20), mais quatro policiais do Denarc foram presos, acusados de participar do golpe: Gustavo Gomes, Edson Melin e Mariano Pino são investigadores. André Souza é o chefe deles. Os quatro alegam inocência.
O advogado destes quatro policiais contesta as escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal: “É fácil a gente falar se você pegar a parte editada da coisa. O Alexandre era um dos investigadores que trabalhava na delegacia. Qual o vínculo dele com os outros quatro? Eu não vejo. São coisas distintas”, diz Gilberto Vieira, advogado dos quatro policiais.
O Fantástico também procurou a defesa dos três policiais presos em fevereiro. Por telefone, o advogado de Alexandre Lages diz que o inquérito não foi concluído, que desconhece o teor completo da investigação e que, por isso, não vai se manifestar.
Já o de Glauco Fernandes afirmou que o policial é inocente e estava no exercício de suas funções, que é prender traficantes e apreender drogas.
O defensor de Michael Ruiz não foi localizado.
O advogado de Heber Escalante, o Senhor das Armas, disse que ele nega ser traficante e ter pago propina aos policiais. Alega ainda que o celular, com as fotos e o vídeo de um seqüestro, foi comprado de uma outra pessoa: “Existe uma espécie de mercado das pulgas, de compra e venda de usados. E ele não se deu conta que aquilo já existia no celular”, declara Hilton Tozetto.
“Ele realmente é um traficante, um vendedor de armas e aí é um outro ponto da investigação que vai ser levantado de agora em diante”, diz Roberto Boreli Zuzi, delegado-dhefe da Polícia Federal.
O vídeo já foi encaminhado à Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal. E quanto aos sete policiais acusados de corrupção: “Esse grupo, realmente, está fora do mercado”, garante Roberto Boreli Zuzi, delegado-chefe da Polícia Federal.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Quatro policiais são presos por cobrarem propina de apontadores do jogo do bicho



Rio -  Equipes do Núcleo de Operações de Inteligência da Corregedoria Interna da Polícia Militar identificaram quatro PMs do 3º BPM (Méier), sendo três sargentos e um cabo, cobrando propina de apontadores do jogo do bicho que atuam na esquina das RuasVerna Magalhães e Padre Roma, no Engenho Novo, Zona Norte do Rio.

Segundo a PM, o grupo vinha sendo monitorado há um mês. A investigação faz parte de uma série de ações que a Corregedoria da corporação vem desenvolvendo através de informações de inteligência e com o apoio de imagens feitas pela própria unidade.

Os quatro policiais estão presos administrativamente e vão responder a Conselho de Disciplina, podendo ser excluídos da PM. Outros 15 PMs que estiveram no local foram identificados através do GPS das viaturas e também serão investigados.

Foto: Reprodução
PMs foram flagrados negociando com apostadores no Engenho Novo | Foto: Reprodução

domingo, 27 de janeiro de 2013

PM sequestra Mulher e Filha de Traficante da Pedreira

pm preso por raptar familiar de traficante da pedreira


PM sequestra Mulher e Filha de Traficante da Pedreira



Está virando moda PM corrupto sequestra familiares de
 traficantes e pedir uma quantia para liberta-los.
Agora mais um PM foi preso envolvido nessa quadrilha.
Ele teria sequestrado mulher e filha de 2 anos de um
 Traficante do Morro da Pedreira.
Só uma coisa.. não interessa a revolta da policia com o crime,
 mas os familiares nada tem haver com essa guerra urbana que vive
 o Rio,
 muito menos um criança de 2 anos, que mal sabe 
o que é o mundo!





domingo, 18 de novembro de 2012

Comandantes de unidades com PMs corruptos serão punidos no RJ


Motorista abre a carteira para pagar propina a policial (Foto: Polícia Militar/Divulgação)Policiais militares do BPRv abordavam motoristas e cobravam propina (Foto: Polícia Militar/Divulgação)
O recado foi dado: a partir de agora comandantes de companhias e chefes do setor de inteligência de batalhões que tenham em seus quadros policiais corruptos também serão punidos. A punição, segundo o comandante-geral da PM, coronel Erir Ribeiro Costa Filho, poderá ir da advertência à prisão. Em ação contra o recebimento de propina em estradas, oito policiais foram presos até as 13h30 desta quarta-feira (14).
"Estamos na rua 24 horas mas não é para roubar, é para dar segurança à população. Quando assumi o comando avisei que ia acabar com a corrupção. Os policiais estão sendo vigiados e quem não se comportar ou mudar  vai perder o emprego. O mundo mudou, o Brasil mudou e a PM também vai mudar. A gente quer uma PM seja  digna, respeitada e,num sonho, amada também", disse o comandante-geral, que desde que assumiu o comando da PM em setembro de 2011 já afastou 350 PMs, sendo 294 deles este ano.
A operação batizada de Mercúrio, realizada pela Corregedoria da Polícia Militar, a 7ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, em várias cidades do estado do Rio de Janeiro, começou por volta das 5h. Dos nove mandados de prisão contra policiais militares do Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRv), oito foram cumpridos.
Foram presos os sargentos Carlos José Estevam, Jefferson Barcelos, Marcelo Lourenço Brandão, Carlos Eduardo Rocha Aguiar, os cabos Edenilson Borges da Silva, Alex, Wermelinger, Josley Sebastian Sardela Antunes e o soldado André Luiz Brayner. Todos trabalhavam no Posto Teodoro de Oliveira, do BPRv, em Nova Friburgo, na Região Serrana. Eles vão responder por concussão e corrupção passiva. Pelo menos cinco motoristas que pagaram as propinas, vão responder por corrupção ativa na Promotoria de Nova Friburgo.
Policial receb propina de motorista (Foto: Polícia Militar/Divulgação)
Motorista abre a carteira para pagar propina a
policial militar (Foto: Polícia Militar/Divulgação)
Segundo o coronel Costa Filho, o comandante da companhia e o chefe de inteligência do setor também serão punidos.
Eles serão responsabilizados pelos atos de seus subordinados. As punições podem variar de advertência à prisão de 30 dias.
"Se a corrupção acontece e não é coibida é porque aquela unidade está sem comando. A inteligência tem de vigiar os policiais e o comando tem que ser informado sobre o que acontece na unidade. São não fizeram nada para acabar com esse esquema de corrupção, eles foram omissos", disse o coronel Erir Costa Filho.

De acordo com o promotor Décio Gomes, do Gaeco, os policiais estavam sendo investigados a cerca de dois meses. Eles cobravam propinas de motoristas que poderiam ter alguma irregularidade em seus carros. As propinas variavam de R$ 150 a R$ 10 e em alguns casos, segundo Gomes, os policiais pediam às vítimas que comprassem determinado produto e depois passavam nas lojas para pegar.

"Num dos casos, o PM pediu a propina e a vítima não tinha como pagar. Com medo de represália, por passar com frequência por aquele posto de policiamento, a vítima fez um depósito bancário em nome do policial corrupto", contou o promotor.
De acordo com informações da polícia, as ações ocorrem em cidades como Miracema e Carmo, na Região Serrana, e Cachoeiras de Macacu, nas Região das Baixadas Litorâneas.
Os presos foram encaminhados para a sede da Corregedoria da PM, em Neves, no município de São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, para passarem pelo exame de corpo de delito. Eles ficarão presos na Unidade Especial Prisional da PM, em Benfica, no subúrbio do Rio.
Fonte site http://g1.globo.com