domingo, 2 de fevereiro de 2014

Demissões de policiais civis em São Paulo sobem 22% no ano passado

SSP contabiliza 183 exonerações em 2013 contra 150 no ano anterior. Demissões na PM caem no mesmo período

O número de policiais civis demitidos cresceu 22% entre 2012 e o ano passado, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Em 2012, foram executadas 150 exonerações, contra 183 em 2013.
Nivaldo Lima/Futura Press
Subiu o número de exonerações de policiais civis em São Paulo em 2013
A SSP não informou os motivos que levaram os policiais à demissão, mas disse que a corregedoria apura crimes de “natureza penal, como contra a administração pública, e contra a pessoa e o patrimônio”. A Corregedoria da Polícia Civil alega que está aprimorando os “mecanismos para coibir desvios de conduta praticados pelos seus agentes”.
Para o chefe-adjunto da Polícia Civil mineira e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Jésus Trindade Barreto Júnior, o aumento no número de demissões no Estado de São Paulo é “considerável” e revela “transparência e respeito às normas legais”.
“A sociedade quer policiais firmes, que enfrentam a criminalidade, mas que não violem as leis”, diz Barreto Júnior.
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Enquanto o número de exonerações na Policia Civil aumentou, a Policia Militar de São Paulo demitiu menos agentes na comparação entre um ano e outro. Foram 365 policiais demitidos em 2012, contra 360 no ano passado. De acordo com a PM, o homicídio é o principal motivo para as expulsões de policiais. A PM informou ainda que a média de demissões entre 2008 e 2013 equivale a 0,3% do efetivo da corporação. “Ou seja, trata-se de uma extrema minoria”, diz em nota.
Agência Brasil
Policiais militares caminham por ruas de São Paulo. PM puniu menos no ano passado
Segundo Barreto Junior, os policiais civis e militares só podem ser demitidos ou exonerados após responder a um processo administrativo ou judicial.
“O processo disciplinar-administrativo é ligado à disciplina que o policial tem que ter ao exercer o cargo. A administração não olha o suposto crime cometido. Examina apenas o aspecto disciplinar da conduta. Já na esfera judicial, o policial é tratado como réu comum de um crime”, explica o delegado.
Outros Estados
O Rio de Janeiro também diminuiu o número de policiais militares demitidos. No ano passado, foram exonerados 143 agentes, contra 331 em 2012, segundo a SSP fluminense.
O número de policiais civis demitidos, no entanto, aumentou, passando de 26 em 2012 para 28 no ano passado. Segundo a Secretaria de Segurança do Estado, as corregedorias das policias civil e militar foram fortalecidas. “Isso deixa claro a determinação da secretaria de não compactuar com nenhum tipo de atividade criminosa que venha a ser cometida por qualquer policial.”
O número de policiais civis demitidos no Estado do Paraná subiu 214% entre 2012 e 2013, passando de sete para 22 demissões no ano passado. A Policia Militar também demitiu mais agentes em 2013 na comparação com o ano anterior, passando de 49 demissões em 2012 para 53 no ano passado. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Estado tem cerca de 4.000 policiais civis e 16 mil militares.
No Rio Grande do Sul houve aumento de 133% no número de demissões de agentes militares - de seis para 14 demissões. Na esfera civil, foram demitidos 11 agentes no ano passado, contra 13 exonerações em 2012 - queda de 15%.
As policias de Goiás registraram queda nos números de demissões. No ano passado, foram oito policiais militares demitidos, contra 14 no ano anterior. A Polícia Civil demitiu seis agentes no ano passado e oito no ano anterior.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Média de policiais presos e demitidos em 2013 é a maior da era Alckmin em SP

Grella pede punições a policiais corruptosReprodução/Rede Record
Mesmo antes dos discursos da última segunda-feira (14) do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, nos quais ambos voltaram a pregar a “tolerância zero” à corrupção nas polícias Civil e Militar, o ano de 2013 já apresenta a maior média de prisões e demissões durante a gestão do tucano.
Dados oficiais fornecidos pela SSP (Secretaria de Segurança Pública) e analisados pela reportagem do R7 apontam que, somente nos primeiros oito meses deste ano, 237 policiais foram presos e 398, demitidos. A média mensal — de 29,6, no primeiro caso, e de 49,7, no segundo — supera a dos três anos anteriores.
No ano passado, durante todo o ano, a secretaria demitiu 511 policiais, o maior contingente anual desligado de suas funções em toda a atual gestão tucana no Palácio dos Bandeirantes. Esse número corresponde a uma média de 42 policiais a cada mês, ou seja, inferior à média de 2013. 
O ápice do número de policiais das duas corporações presos se deu em 2011, quando 298 foram parar atrás das grades. Ainda assim, a média mensal foi menor que a deste ano (quase 25 detidos/mês).
Os números de policiais civis e militares presos ou demitidos tendem a subir até o fim deste ano, uma vez que uma investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo — cujos dados devem ser compartilhadores com a SSP nesta terça-feira (15) — apontou a colaboração de policiais com a facção criminosa PCC nos últimos três anos.
Desde o início do atual governo de Geraldo Alckmin, em 2010, 1.053 policiais (636 militares e 417 civis) foram presos, enquanto 1.730 (1.086 militares e 644 civis) foram excluídos dos quadros da polícia em todo o Estado de São Paulo.
Medidas severas
O secretário Fernando Grella disse na última segunda que, tão logo a pasta tenha acesso às investigações da promotoria, passará a analisar caso a caso o possível envolvimento de policiais. Ele prometeu medidas severas e rápidas, uma vez que se constate a colaboração de agentes da lei com o crime organizado. O afastamento e demissão podem levar entre seis meses, no caso dos civis, e mais de um ano, caso envolvam militares.
— Se for policial civil, será instaurado o processo disciplinar. Lá foi implantada a chamada “via rápida”, que permite que em até seis meses exista um desfecho do processo disciplinar. No caso da Polícia Militar, também há mecanismos que permitem um afastamento de um policial em atividade. Nós estamos propondo, até através do comandante geral (Benedito Roberto Meira), uma agilidade nos processos disciplinares, mas o que não impede a responsabilização e o afastamento cautelar.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

MP denuncia corrupção de policiais civis em Santo André - SP

As investigações do MP (Ministério Público do Estado) sobre a atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital) revelaram atos de corrupção praticados por integrantes da Polícia Civil no Grande ABC. Escutas telefônicas de 2011, divulgadas ontem, mostram que traficantes da Zona Leste da Capital entraram em contato por telefone com líderes da facção criminosa, presos no interior paulista, para relatar que pagaram propina a policiais civis de Santo André. Assim, teriam se livrado do flagrante.
Os três anos de apuração do órgão renderam denúncia contra 175 pessoas por formação de quadrilha e o pedido de isolamento de 35 chefes do PCC após serem descobertos a cadeia de comando do tráfico de drogas e planos para atentados e assassinatos de autoridades. A facção controlaria 90% de todos os presídios paulistas.
A Justiça negou os pedidos, mas o envolvimento de policiais corruptos veio à tona. Um tenente da Polícia Militar que atua no 16º Batalhão, na Zona Oeste da Capital, foi preso ontem.
Nas escutas feitas pelo MP, um dos principais líderes da facção, Fabiano Alves de Souza, o Guga Paca, preso em Presidente Bernardes (a 589 quilômetros da Capital), aparece em diálogo com traficante após a sua prisão, na noite de 5 de fevereiro de 2011.
Ele foi surpreendido no local onde funcionava o seu depósito de droga, cujo endereço foi mantido em sigilo, e encaminhado ao 4º DP (Jardim) andreense junto da mulher e filhos.
No diálogo divulgado pelo MP, o suspeito alega que os policiais pediram R$ 200 mil, mas que conseguiu baixar o valor para R$ 100 mil e assim ser liberado, além de recuperar as drogas.
O outro caso relatado pelo MP na cidade foi na madrugada de 16 de novembro daquele mesmo ano. Outro nome de destaque da facção, Roberto Soriano, vulgo Tiriça, foi informado por suspeito de nome Maicon Suel Alves Pereira, também por telefone, no presídio de Presidente Venceslau (a 611 quilômetros da Capital), de que um traficante detido poderia ser libertado após pagamento de R$ 50 mil exigidos por policiais civis do 1º DP (Centro).
Segundo a equipe do Diário apurou junto a integrantes da Corregedoria da Polícia Civil, pelo menos cinco policiais estariam envolvidos nos casos relatados, mas nenhum deles não trabalha mais na região e estariam na ativa na Capital.
Atual delegado seccional de Santo André, Angelo Isola ressaltou que nenhum dos possíveis policiais envolvidos trabalha mais nas delegacias citadas.
“A seccional está aberta para que a Corregedoria, a Força-Tarefa da SSP (Secretaria da Segurança Pública) e o MP façam suas investigações e esclareçam os ocorridos”, disse Isola. “Agora, já se passou muito tempo. É muita letargia de quem está apurando isso. Deveriam ter sido tomadas as providências tão logo fossem feitas as escutas.”
Secretaria
A Força-Tarefa citada pelo delegado foi uma das medidas anunciadas na segunda-feira pelo secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, para fazer com que a Pasta apure as denúncias envolvendo policiais, incluindo os dois casos de Santo André.
Segundo a assessoria da Pasta, Grella e as corregedorias das polícias Militar, Civil e Científica receberam ontem do procurador-geral do Estado, Márcio Elias Rosa, o material levantado pelo MP, incluindo as 875 páginas da denúncia rejeitada. A partir daí vão iniciar as investigações sobre envolvimento de policiais corruptos com o crime organizado.
A SSP informou que até agosto, 498 policiais militares, civis e científicos foram presos e outros 909 demitidos por irregularidades em suas funções.


MP denuncia corrupção de policiais civis em Santo André - SP

As investigações do MP (Ministério Público do Estado) sobre a atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital) revelaram atos de corrupção praticados por integrantes da Polícia Civil no Grande ABC. Escutas telefônicas de 2011, divulgadas ontem, mostram que traficantes da Zona Leste da Capital entraram em contato por telefone com líderes da facção criminosa, presos no interior paulista, para relatar que pagaram propina a policiais civis de Santo André. Assim, teriam se livrado do flagrante.
Os três anos de apuração do órgão renderam denúncia contra 175 pessoas por formação de quadrilha e o pedido de isolamento de 35 chefes do PCC após serem descobertos a cadeia de comando do tráfico de drogas e planos para atentados e assassinatos de autoridades. A facção controlaria 90% de todos os presídios paulistas.
A Justiça negou os pedidos, mas o envolvimento de policiais corruptos veio à tona. Um tenente da Polícia Militar que atua no 16º Batalhão, na Zona Oeste da Capital, foi preso ontem.
Nas escutas feitas pelo MP, um dos principais líderes da facção, Fabiano Alves de Souza, o Guga Paca, preso em Presidente Bernardes (a 589 quilômetros da Capital), aparece em diálogo com traficante após a sua prisão, na noite de 5 de fevereiro de 2011.
Ele foi surpreendido no local onde funcionava o seu depósito de droga, cujo endereço foi mantido em sigilo, e encaminhado ao 4º DP (Jardim) andreense junto da mulher e filhos.
No diálogo divulgado pelo MP, o suspeito alega que os policiais pediram R$ 200 mil, mas que conseguiu baixar o valor para R$ 100 mil e assim ser liberado, além de recuperar as drogas.
O outro caso relatado pelo MP na cidade foi na madrugada de 16 de novembro daquele mesmo ano. Outro nome de destaque da facção, Roberto Soriano, vulgo Tiriça, foi informado por suspeito de nome Maicon Suel Alves Pereira, também por telefone, no presídio de Presidente Venceslau (a 611 quilômetros da Capital), de que um traficante detido poderia ser libertado após pagamento de R$ 50 mil exigidos por policiais civis do 1º DP (Centro).
Segundo a equipe do Diário apurou junto a integrantes da Corregedoria da Polícia Civil, pelo menos cinco policiais estariam envolvidos nos casos relatados, mas nenhum deles não trabalha mais na região e estariam na ativa na Capital.
Atual delegado seccional de Santo André, Angelo Isola ressaltou que nenhum dos possíveis policiais envolvidos trabalha mais nas delegacias citadas.
“A seccional está aberta para que a Corregedoria, a Força-Tarefa da SSP (Secretaria da Segurança Pública) e o MP façam suas investigações e esclareçam os ocorridos”, disse Isola. “Agora, já se passou muito tempo. É muita letargia de quem está apurando isso. Deveriam ter sido tomadas as providências tão logo fossem feitas as escutas.”
Secretaria
A Força-Tarefa citada pelo delegado foi uma das medidas anunciadas na segunda-feira pelo secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, para fazer com que a Pasta apure as denúncias envolvendo policiais, incluindo os dois casos de Santo André.
Segundo a assessoria da Pasta, Grella e as corregedorias das polícias Militar, Civil e Científica receberam ontem do procurador-geral do Estado, Márcio Elias Rosa, o material levantado pelo MP, incluindo as 875 páginas da denúncia rejeitada. A partir daí vão iniciar as investigações sobre envolvimento de policiais corruptos com o crime organizado.
A SSP informou que até agosto, 498 policiais militares, civis e científicos foram presos e outros 909 demitidos por irregularidades em suas funções.


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

MP do RJ investiga se sargento transformou batalhão da PM em motel - Trata-se do BPM mais corrupto do Brasil, o famigerado 7BPM São Gonçalo

MP vai investigar PM que marcou encontro no 7º BPM
MP vai investigar PM que marcou encontro no 7º BPM Foto: Marcelo Carnaval/Agência O Globo
Rafael Soares

O Ministério Público investiga se um policial militar transformou sua sala no 7ª BPM (São Gonçalo) em motel. A denúncia chegou ao MP por uma mulher que manteve contato com o homem pela internet e já chegou à Promotoria junto à Auditoria de Justiça Militar. O EXTRA teve acesso à íntegra do diálogo via skype em que o homem se apresenta como sargento, afirma que trabalha no batalhão de São Gonçalo e convida a mulher para um encontro íntimo em seu local de trabalho. “É bem discreto, você não vai se arrepender”, diz.
Na conversa, que aconteceu no último dia 10, o policial afirma que está cumprindo um plantão de 24 horas no batalhão, mas não teria problema em receber uma “visita”. “Tem uma entrada independente, tranquila. Estou querendo um encontro hoje”, afirma. A mulher pergunta: “Você faz isso sempre?”. Ele responde: “Adoro fazer isso”.
A mulher encontrou o perfil do suposto sargento no site de encontros “Sexo com Café”. O nome que ele usa, junto com sua namorada, para marcar encontros com outras mulheres é “Casal Itasex”. O policial ainda afirma que, quando os encontros são marcados no batalhão, sua namorada ouve tudo pelo telefone da sala: “Quando vem alguém, ela pede para eu ligar e fica ouvindo nossos gemidos”.
Ao final do diálogo, a mulher recusa o convite do PM. Uma semana depois, a denúncia chegou ao MP.

Fonte http://extra.globo.com

domingo, 27 de outubro de 2013

MP denuncia delegado e cinco policiais civis de MG por cobrança de propina para liberar presos

Os acusados também estavam envolvidos com exploradores de caça-níqueis e traficantes da região

O Ministério Público de Minas Gerais denunciou um delegado e cinco policiais civis por crimes contra a administração pública em Juiz de Fora, Zona da Mata de Minas Gerais. De acordo com a denúncia, os acusados estavam envolvidos com exploradores de caça-níqueis, traficantes e cobravam propina para liberação de presos. Todos vão responder por formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e prevaricação.
O MPMG apurou que, nos anos de 2010 e 2011, a quadrilha de policiais agia na Delegacia Especializada em Tóxicos e Homicídios de Juiz de Fora. Eles se envolveram com vários delitos se aproveitando dos cargos que ocupavam. Os seis receberiam dinheiro para liberar pessoas detidas e materiais apreendidos durante operações policiais, bem como para omitir informações nos expedientes relatados da delegacia.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Sete policiais são presos em SP por envolvimento com traficantes


Estão presos em São Paulo sete policiais que trabalhavam no Departamento de Combate ao Narcotráfico, o Denarc. O Ministério Público acusa os agentes de proteger os traficantes que eles deveriam prender.
De acordo com as investigações, eles receberiam propina de até R$ 300 mil por ano e mais um valor mensal para informar aos bandidos de operações contra o tráfico de drogas. Além de corrupção, eles são suspeitos de outros crimes, que variam de formação de quadrilha a sequestro.
Depois das prisões, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo anunciou uma reestruturação no Denarc. As mudanças devem começar a ser discutidas ainda nesta semana.
Denarc é o Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico. Mas as investigações mostraram que 13 policiais civis que trabalham ou que trabalharam lá são suspeitos de envolvimento justamente com os traficantes. Sete policiais foram presos em casa.
“Há policiais que têm aparentemente uma responsabilidade muito pequena e aparentemente policiais que têm uma responsabilidade um pouco maior. Os crimes investigados vão desde formação de quadrilha armada, passando por corrupção, roubo, tortura, até extorsão mediante sequestro”, diz o promotor do GAECO de Campinas, Amauri Silveira Filho.
Os policiais também teriam vazado informações sigilosas sobre operações. Viraram suspeitos durante a investigação de bandidos ligados à Wanderson de Paula Lima, o Andinho. Ele está preso desde 2002 por tráfico de drogas, homicídios e sequestros, e cumpre pena na penitenciária de Presidente Venceslau, no interior paulista.
Ainda assim, segundo os promotores, traficantes ligados a Andinho teriam pago propina a policiais do Denarc.
“A instituição da Polícia Civil, através da Delegacia Geral de Polícia, reafirma que não compactua com qualquer desvio de conduta de seus policiais”, declara Maurício Blazeck, delegado-geral da Polícia Civil.
Um dos casos investigados é o da prisão de seis traficantes na região de Campinas, interior de São Paulo. Os promotores suspeitam que o chefe da quadrilha pode ter sido liberado depois de dar dinheiro aos policiais.
O delegado que presidiu o inquérito na época foi preso na segunda-feira (15) durante a operação. O nome dele não foi informado. O outro delegado preso é Clemente Castilhone Junior, chefe do setor de inteligência do Denarc.
Em Campinas e em Serrana, no interior de São Paulo, foram presos seis traficantes com drogas e dinheiro. Um deles é Flaviano de Oliveira, considerado braço direito de Andinho, e suspeito de ameaçar de morte promotores.
Especialistas em segurança sugerem que os governos criem mecanismos permanentes para fiscalizar os policiais e verifiquem se o patrimônio que possuem e o padrão de vida que levam estão de acordo com os salários que eles recebem.
“Os agentes da autoridade do estado precisam declarar a origem dos seus patrimônios, que precisam ser permanentemente verificados e fiscalizados”, diz Walter Fanganiello Maierovitch, presidente do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone.
O advogado do delegado Clemente Castilhone foi procurado para falar sobre as acusações, mas ele não atendeu os telefonemas. O Ministério Público ainda tenta cumprir mandado de prisão contra seis policiais.